segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Resenha Disco: Sete Vidas Pitty


E aí pessoal? Depois de 4 anos nossa princesa do rock Pitty trouxe um trabalho mais maduro e diferente do que ela nos oferecia. Uma mistura das letras semelhantes ao Agridoce com um roque denso, intenso, com guitarras bem demarcadas e estilizadas. Será que deu certo? Vamos conferir




A faixa "Pequena Morte" é romântica, trazendo uma pegada densa com muita atitude tem uma letra envolvente e sensual.


                                          




O interessante são as metáforas utilizadas na música "A Massa", onde ela associa a sociedade com a massa da culinária. Preste atenção nessas passagens:

"Receita incompleta na massa
Não faz o bolo crescer"

Se não há investimento necessário, como o povo vai crescer?

"A massa é feita pra saciar
A fome dos que a sabem modelar"

A sociedade em massa foi fabricada para que trabalhe e enriqueça o bolso de quem saiba domá-la, persuadí-la, enganá-la.

Procure por mais metáforas e você vai se surpreender com essa música, uma das mais poderosas do álbum.






Na música "Boca Aberta", ela critica duramente pessoas que levam uma vida vazia ditada por valores impostos pela a sociedade. Este trecho já mostra parte do recado:




"Êta, alma - buraco sem fundo
Que se vive tentando preencher
Com deuses, com terapia
Cartão de crédito, academia
Um trago, carros velozes
Carinhos fugazes, manhãs atrozes
Em incríveis e intermináveis noites
Da mais besta e vã alegria"




Já essa "Deixa Ela Entrar" fala das incertezas do amor prega o viva agora intensamente.




"E se a sorte aparecer, deixa ela entrar
Me coloco à sua mercê, e deixo ela entrar
Pela fresta que se abriu: deixa ela entrar!"








A canção do "Lado de Lá" pode ser considerada a que possui a letra e sonoridade mais forte do álbum. Aqui entra arranjo com piano e até coral dando uma carga dramática intensa a ela. Ela foi em homenagem ao antigo guitarrista da banda Peu Sousa que se suicidou inesperadamente.




"Escolheu deixar tudo aqui, sumir daqui

Pra onde nem sei
Mas espero que sim

Se arrancou, e partiu daqui e levou de mim
Aquele talvez


Rir de tudo no fim"






Já "Olho Calmo" fala de um relacionamento que se desgastou



"E depois do rancor, respirar
Vigiar ao redor e respirar
Aprender a usar o olho calmo"






Com um refrão contagiante o single "Setevidas" é o que dá nome ao álbum, mais parece um aviso de que ela voltou com tudo.




"E agora que eu voltei, vai ter que me aguentar"







"Um leão" é mais uma romântica dotada de uma sonoridade alucinante.

"Ouça bem o que vou propor
Nós a sós no elevador
Use bem meu despudor


Sou harém ao seu dispor"








"Pouco" fala mais intimista fala de superação e excelência, essa música tem uma pegada super psicodélica vai te fazer viajar.




"Quanto mais perto

Mais longe do certo
Corro nessa direção

Não espere que eu me contente com pouco


É pouco, é pouco, tão pouco, tão pouco"







Serpente fala de paz espiritual e mudanças internas, há quem diga que ela faz referência à conjuração mas sua letra porta para várias interpretações.




"Um presságio eu vi tambémArrastou o céu numa conjuração
Corpos ébrios em confusão
A sustentação é que a manhã já vem


Logo mais amanhã já vem"






Com certeza esse é o mais maduro e melhor trabalho da cantora. Ela conseguiu equilibrar letras e melodias de uma maneira moderna e bem original. O que achou dessa nova vibe da cantora? Deixe seu comentário.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Resenha: O Poder dos Quietos - Susan Cain

Você é daqueles que prefere falar somente o necessário? Daqueles não teria problema algum em passar o final de semana lendo um livro, ouvindo uma música ou curtindo sua família?

Acredite, você não é anti-social. É apenas introvertido. 

Em um dos meus passeios com o meu namorado pela a livraria me deparei com esse livro:





Com uma linguagem objetiva e bem fácil Susan Cain embarca no universo dos introvertidos. Sempre mostrando um exemplo prático ela tenta incluir o máximo de temas possíveis como família, trabalho, vida conjugal e social...

Albert Einstein, Barack Obama, Steven Spielberg, J.K. Rowling são alguns dos introvertidos mais bem sucedidos citados na obra.
" Uma das descobertas mais interessantes, que teve eco em estudos posteriores , foi a de que as pessoas mais criativas tendem a serem classificadas como introvertidas."
A  extroversão durante muito tempo foi sinônimo de talento e sucesso e, a introversão de fracasso, muitas vezes até doença. Ambas as personalidade podem conseguir o êxito em suas vidas basta saberem aproveitar suas características mais relevantes.


 No caso dos introvertidos, eles dedicam um tempo extra para si mesmo. Para a execução de seus projetos, convívio familiar e ambientes intimistas. Eles se sentem confortáveis sozinhos, na realidade a solidão para os introvertidos é produtiva.

"O amor é essencial; a sociabilidade opcional. Valorize aqueles mais próximos de você . Trabalhe com colegas de quem goste e quem respeite. Procure entre os seus novos conhecidos aqueles que podem cair na primeira categoria ou de cuja a companhia você goste por si mesma. E não se preocupe em socializar com os outros. Relacionamentos deixam todos mais felizes, inclusive introvertidos, mas pense mais qualidade do que na quantidade. O segredo da vida é colocar sobre si a luz certa. Para alguns são os holofotes da Broadway; para outros, uma escrivaninha iluminada."

Eles são sensíveis, observadores e notam tudo ao seu redor porque eles não se dispersam no convívio social, eles analisam ele. Grande parte deles são artistas, estudiosos ou especialistas em algo. Estão sempre produzindo e contribuindo para a sociedade mas não sentem necessidade alguma de se destacarem nela. Pelo o contrário, preferem ficar em seus mundos discretos e tranquilos.

Ela dá dicas para os introvertidos se saírem bem em ambientes sociais, estimulando-os a serem sociais mas sem perderem a sua essência. 

Eu, introvertido assumido indico esse livro para introvertidos ou para os que namoram, são casados, tem um amigo(a) assim,um aluno(a) ou funcionário(a). Você não vai se arrepender.

Fico por aqui

Até mais pessoal.

"Descubra qual deve ser a sua contribuição para o mundo e assegure-se de contribuir".


domingo, 12 de outubro de 2014

Top 7#2: Filmes infantis inesquecíveis

Hoje é dia das crianças e se você quer relembrar os filmes infantis mais marcantes está aqui a minha seleção.


Sétimo: Os Batutinhas


Esse filme é muito divertido. Nos mostra as diferenças entre meninos e meninas de uma maneira sutil e nos trás uma mensagem de respeito e tolerância no final.





Sexto: Matilda


Com certeza um dos maiores sucessos dos anos 90, é impossível esquecer da garotinha super inteligente dotada de muitas habilidades enfrentando a diretora malvada.







Quinto : E.T.



Essa é uma obra-prima do cinema mundial, o xodó de vários cinéfilos que conta a história de uma amizade pura e verdadeira entre um alienígena e um menino, aventura épica e emocionante.






Quarto: Wall-e



Esse é outro clássico do cinema contemporâneo, delicado, divertido, empolgante e tudo isso sem ter nenhum diálogo. A história de amor entre o robozinho Wall-e e Eva nos oferece ainda uma reflexão sobre o meio ambiente.





Terceiro:A Fantástica Fábrica de Chocolate





Cinco crianças encontram um convite dourado em barras de chocolate Wonka e com isso ganham uma visita guiada pela lendária fábrica de chocolate, onde decidirão quem será o herdeiro da fábrica. Esse filme é um delírio visual e musical.






Segundo: Shrek


A animação que quebrou todos os clichês de contos de fadas trazidos pela a disney não poderia faltar aqui. Contando a história do nosso eterno ogro, que no meio de uma missão para recuperar o seu pântano resgata de um dragão e se apaixona pela a princesa Fiona.



Primeiro: O Rei Leão




Esse clássico mundialmente premiado conta a história de Simba um leãozinho que sofreu com a armação de seu tio e foi acusado pela a morte de seu pai. Ele se exila do reino e faz amigos que o ajudarão a retornar e assumir o trono do reino de Mufasa.

Gostou da seleção?

Comente abaixo o filme que marcou sua infância.

Até mais pessoal.

domingo, 5 de outubro de 2014

Trilhas sonoras#1 Se Eu Ficar



Desculpe pelo o atraso das postagens, estive doente e não teve como atualizar o blog. Mas agora tudo vai voltar ao normal. :)






Eu já falei do livro, então agora vou falar do filme, mais especificamente da trilha sonora de Se Eu Ficar.

Dirigido por R.J. Cutler,o filme conta com as atuações de Chloe Grace Moretz (Mia), Jamie Blackley (Adam), Mireille Enos/Joshua Leonard (Pais de Mia), Stacy Keach (Avô), Liana Libertato (Kim), Jakob Davies (Teddy) e Aisha Hinds (Enfermeira Ramires).

A história narra o coma de Mia. Depois de se envolver em um trágico acidente onde ela perde seus pais e seu irmãozinho, ela tem a triste decisão entre partir ou ficar. Sendo que restou apenas seu namorado Adam, seu avô e a sua amiga Kim.

O Roteiro de Gayle Forman e Shauna Cross é bem parecido com livro, a direção foi coerente e fluída não deixando o filme cansativo. As atuações medianas não ofereceram nada de extraordinário, destaque para a química dos pais da Mia.

Vou começar com a banda de punk rock The Orwells.



de Elmhurst, Illinois, Chicago.É formada por Mario Cuomo (vocalista), Dominic Corso (guitarra), Matt O'Keefe (guitarra), Grant Brinner (baixo), e Henry Brinner (bateria). O álbum de estréia lembrar quando foi lançado em 07 de agosto de 2012, por meio de registros de tons de Outono. Seu primeiro EP, Other Voices , foi lançado em 24 de junho de 2013, na National Anthem Registros .



A música escolhida para o filme foi "Who Needs You", que fala de valorização da vida, da família e do que das coisas que realmente importam. Ela é a música mais animada do filme ideal para pular e e gritar junto.


Sonic Youth foi uma banda de rock alternativo norte-americana, formada no ano de 1981, em Nova Iorque. Sua ultima formação foi Thurston Moore (vocais e guitarra), Lee Ranaldo (vocais e guitarra), Kim Gordon (baixo, guitarra e vocais), Mark Ibold (baixo) e Steve Shelley (bateria). 




Mais um roquezinho bem legal de ouvir "
Karen Revisited":




Que tal misturar Rock Indie com música eletrônica? Essa é a proposta do grupo Tainlines.






Formado no 
Brooklyn, Nova Iorque composto por percussionista Jesse Cohen e guitarrista e vocalista Eric Emm . Dotada de uma sonoridade incrível, suas músicas são ideais para quem curte música alternativa. Lembra muito o som dos anos 80. Álbum de estréia Mixed Emotions "Tanlines foi lançado em 20 de março de 2012 e chegou ao número 2 na Billboard Heatseekers Album Chart.


A música escollhida foi "All of me", a letra é um pouco confusa fala de amor e mentiras mas o ritmo é muito contagiante.






Com certeza você vai se encantar com as vocais da banda Indie pop Lucius do Brooklin , Nova Iorque.







É composta por Jess Wolfe (vocal e synth), Holly Laessig (vocais e teclas), Dan molad (bateria e vocais), Peter Lalish (guitarra e vocal) e Andrew Burri (guitarra, bateria e vocal).

Lucius foi elogiado pelo New York Times por suas "melado, luminosos, canções de ninar cadenciados", elogiado por NPR para o seu "carisma e charme." e pela Rolling Stone como "a melhor banda que você não pode ter ouviu ainda ". O estilo deles é muito charmoso, vintage também faz referência a épocas anteriores.

Dá uma conferida na música romântica do filme, "Until we get there". Vozes lindas das duas.






Agora o negócio vai ficar mais romântico.

Beck Hansen (nascido Bek David Campbell, 8 de julho de 1970 ) é um cantor, compositor e multi-instrumentista americano, conhecido pelo nome artístico Beck.



Ele trás para o filme a belíssima música "Morning", que encanta pela a suavidade e romantismo.







Ane Brunvoll conhecida pelo nome artístico de Ane Brun é uma cantora e compositora norueguesa, nascida em 10 de março de 1976.

Gosta de Beyoncé? Então, ela faz um cover bem intimista da música Halo. Olha só que bacana.







Tom Odell (Thomas Peter Odell) é um cantor e compositor britânico nascido a 24 de Novembro de 1990. Lançou o seu primeiro EP (extended play) "Songs From Another Love" e consegui vencer o "BRITs Critics' Choice Award". O seu primeiro album foi lançado ainda em 2013 e é intitulado de "Long Way Down".








Mais uma para lista das românticas "Heal":




Benjamin John "Ben" Howard (nascido em 24 de maio de 1987) é um Inglês cantor e compositor. Ele vai lançar seu segundo álbum de estúdio, 
I Forget onde estávamos , em Outubro de 2014.


Olha só a "Promisse"









Odessa "I Will Be There"












E não poderia faltar do tema do filme "Say Something"








Por fim, as músicas originais do filme cantandas pelo Jamie Blackley pela a banda fictícia Willamete Stone.


Mind





Today



Nessa música é a que Mia toca com Adam, ouça só os solos de violoncelo que massa.





Never Coming Down









I Want What You Have








Heart like yours






Never Coming Down Clipe Oficial




Gostou das músicas? Comente a sua preferida.

Até mais pessoal.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Top 7: Melhores filmes com pais

Estamos na semana do dia dos pais, selecionei alguns filmes para você assistir com o seu velho, dos mais variados gêneros.


Sétimo


O Paizão 
Vamos começar com algo bem leve e divertido. 
Sonny Koufax (Adam Sandler) é um solteirão que não leva a vida a sério. Cansado de ser dispensado pelas mulheres, que o acusam de ser imaturo, ele tem a ideia de adotar Julian McGrath (Cole e Dylan Sprouse) para mostrar sua maturidade. Mas nem tudo corre como ele imagina. Logo ele percebe que cuidar de uma criança não é tão simples assim. Uma combinação legal de comédia e emoção.







Sexto


Os Descendentes 

O drama conta a história de Matt King (George Clooney) um marido indiferente e pai de duas meninas, que é forçado a reavaliar seu passado e abraçar seu futuro depois que sua esposa sofre um acidente de barco. Assim, ele se aproxima de suas filhas ao longo do filme.






Quinto



Guerra dos Mundos
Que tal um pouco de ficção científica e aventura? Estrelado por Tom Cruise e a queridinha Dakota Fanning, Guerra dos Mundos nos apresenta o ator como Ray Ferrier, um pai divorciado que estreita o seu relacionamento com os seus filhos no meio de uma invasão alienígena.




Quarto



2 Filhos de Francisco 
O representante nacional dessa lista conta a história da família dos cantores Zezé di Camargo e Luciano. Francisco Camargo (Ângelo Antônio) é um lavrador do interior de Goiás que tem um sonho aparentemente impossível: transformar dois de seus nove filhos em uma dupla sertaneja. Será que ele conseguiu? (kkk). 





Terceiro


Procurando Nemo
Uma das animações mais aclamadas  não poderia faltar aqui. Contando a história de Marlin, o peixe palhaçado que atravessa o oceano em uma busca arriscada pelo o seu filho. Tudo isso com a ajuda da divertida Dory.
 


Segundo


À procura da felicidade (2007)

Chris Gardner (Will Smith) é um pai de família que enfrenta sérios problemas financeiros. Apesar de todas as tentativas em manter a família unida, sua esposa, decide partir. Chris agora é pai solteiro e precisa cuidar de Christopher, seu filho de apenas 5 anos. Ele tenta usar sua habilidade como vendedor para conseguir um emprego melhor.






Primeiro



A Vida É Bela
Essa é com certeza a maior prova de amor paterno de todo o cinema, prepare-se para chorar muito. Imagina só transformar um dos maiores conflitos da história em um jogo. Guido tenta sobreviver com seu amado filho Giosuè a um campo de concentração de judeus, sem que ele perceba os horrores da Segunda Guerra Mundial.







E aí pessoal? Gostaram da lista? Em breve tem muito mais para vocês.

Até a próxima!

quinta-feira, 31 de julho de 2014

O roubo



Eram 11 horas da noite. Eu tinha estudado todo o local. Nas últimas semanas os donos mudaram as câmeras de posição e colocaram em pontos mais visíveis. No total vi sete. A frente da loja era composta por um vidro blindado que evidenciava seus produtos. Ela era grande, bonita e muito iluminada, parecia um templo composto por dois andares.

Possuía duas entradas e um estacionamento para clientes ao lado. Nas paredes laterais que davam o acesso para o estacionamento, podia ver a saída dos condicionadores de ar. Havia chegado bastante produtos e eu estava louco para tê-los.


Iniciei o meu plano.

Nesse horário, a rua estava deserta então não tinha medo de ser visto. Percebi que apenas a posição das câmeras do estacionamento não foi modificada, por isso decidi entrar por lá. Passei pelos pontos cegos que eu tinha descoberto invadindo o sistema de segurança.




Cheguei na primeira entrada de ar. Subi em um caixote, estiquei ao máximo até alcançar um tubo galvanizado e usei para dar impulso até o meu alvo. Na segunda tentativa consegui entrar.

Peguei minha mochila e fui empurrando-a para frente. Agora, tinha que engatinhar até chegar no banheiro feminino o, mais próximo da central de segurança. A ideia era desligar a chave daquela sala, para cortar energia das câmeras.

A tarde eu tinha implantado um vírus no sistema, interligado a rede da empresa responsável pela a segurança da loja, mas ele só desativava os sensores de presença durante 20 minutos, pois eram a bateria. Eu tinha que ser rápido. Assim que entrei na sala onde ficavam os monitores, deliguei a chave das câmeras.

Pronto, não se via mais nada nas telas.

Desci onde eu queria, corri pelos os corredores e cheguei no meu paraíso. Não perdi tempo, enchi minha mochila com aquelas maravilhas. A vontade era de levar a loja inteira mas logo teria oportunidade para mais roubos.

Faltava cinco minutos. Corri para a saída lateral, arrastei a mesa do escritório até a entrada de ar e engatinhei rapidamente até o caminho que eu tinha entrado. Assim que desci corri desesperadamente pelo estacionamento, os sensores já deveriam ter voltado a funcionar.


De repente uns policiais surgiram.


Merda, o que eles estavam fazendo ali? Não dava para correr muito rápido, a mochila estava pesada. Aquela era a loja grande mais fácil de ser roubada.

Eu já estava ofegante, não iria conseguiria correr mais deles. Até que um me alcançou.

- Hei! Fim da linha garoto - ele me puxou pelo o braço e me imobilizou.

O outro chegou já abrindo minha mochila.

- Então pegamos você, seu pivete! Seus pais vão adorar saber disso.

- Eu não tenho pais - falei relutando ainda.

- Chega seu filho de chocadeira, você não vai fugir essa noite - o outro me encarava com um olhar de deboche.

- Vamos ver o que ele roubou, a empresa foi inteligente em colocar sensores falsos. Os verdadeiros não estão à amostra - o policial puxou minha mochila bruscamente e a abriu.
Eles caíram em gargalhadas.

- Nossa, que ladrãozinho mais culto - o mais alto ironizava

- Olha isso, Drummond, Shakespeare, Paulo Coelho, Machado de Assis.. Não tinha nada melhor para roubar?

Eu olhei fixamente para ele e respondi sem titubear.



- Não, eu tomei para mim algo que você não podem me tirar: Conhecimento!

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Resenha: Malévola

A grande aposta da Disney para 2014 chegou e nos surpreendeu com uma nova leitura do conto da Bela Adormecida.




 Aproveitando a onda feminista embalada por Frozen e Valente, temos uma protagonista bem mais complexa, interpretada por Angelina Jolie. O roteiro é simples, porém bem criativo. Conta a verdadeira história da Malévola, o que fez com o que ela se tornasse "bruxa".

 Seria basicamente assim: Malévola era uma poderosa fada que vivia feliz com os seres mágicos da floresta. Sua vida muda quando ela se apaixona por Stefan (Sharlto Copley). Mas a ambição de se tornar o sucessor do rei faz com que ele a traísse e despertasse o ódio dela. Malévola se torna uma fada amarga, com a ajuda de seu corvo ela descobre que Stefan (agora rei) se tornou pai.

 Como vingança ela lança uma maldição sobre a sua filha, princesa Aurora (Elle Fanning): que aos dezesseis anos ela seria espetada e cairia num sono da morte, só seria acordada pelo o beijo do amor verdadeiro. 

Até aí parece o conto de fadas original mas a história começa ficar interessante quando o rei pede para as fadas enviarem Aurora para a floresta, longe de todos para a sua proteção. Mesmo assim, com ajuda de seu fiel escudeiro o corvo Diaval (Sam Riley) Malévola acompanha  o seu crescimento e, aos poucos a criança vai conquistando-a. 

Os personagens tem seus próprios dramas, fraquezas e dualidades. Angelina Jolie soube mostrar de maneira bem natural e convincente, desde sua inocência, seu ódio por ser enganada e seu arrependimento pelo o que fez com a Aurora. Stefan também não é totalmente mal na história, você notará que ele sente algo por Malévola e isso fez com que ele não a matasse, mas sua ganância o deixou cego e louco. 

Há também outros personagens mais rasos como Aurora, que é sempre doce e alegre. Diaval responsável por alguns momentos cômicos. As atrapalhadas fadas Tristlewit(June Temple), Jnotgrass (Imelda Staunton) e Flittle (Lesley Manville). Acontece também um pré-romance com o príncipe (Brenton Thwaites), mas nada é aprofundado aqui.

O roteiro é bem simples, linear e com algumas reviravoltas, nada decepcionante. Tudo ali é equilibrado, tem momentos de humor, emoção e ódio na hora certa. O cenário é do mesmo criador de Avatar e Alice no País das Maravilhas, então você pode imaginar o delírio visual. Realmente o ambiente criado por computador é bem rico e complexo, cheio de criaturas e seres instigantes. 

A fotografia trabalha bem o colorido e os tons escuros que acompanham as mudanças na personalidade da protagonista. A trilha sonora complementou de forma densa e sombria. O figurino como sempre, caprichado (Especialidade da Disney). 

Destaque para a composição da Malévola. Os efeitos e as cenas de ação dão aspecto mais adulto, lutas emocionantes mas sem serem sangrentas afinal o filme é para os pequenos também. A direção fez a história ficar ágil e delicada ao mesmo tempo, sem deixá-la cansativa. Lembra um pouco o Senhor dos Anéis.

Ponto Negativo

A Disney parece que tem um pouco de preguiça em investir em roteiros, é claro que esse é bem melhor que o de Alice e Oz. Mas alguns personagens poderiam ser melhores explorados como a própria Aurora que acabou ficando sem personalidade não pela atuação que foi boa, mas pela a sua criação. A personagem ameaça a ter um espírito aventureiro de liberdade mas fica no meio do caminho tudo é praticamente resolvido pelos os outros. 

Ponto Positivo

O grande ponto positivo dessa fábula é o foco, a proposta é mantida desde início permitindo a evolução da trama sem cenas desnecessárias e apelativas.

Com certeza vale a pena assistí-lo, mais uma opção de entretenimento de qualidade para todas as idades. Sobretudo, mostra que somos capazes de amar e odiar na mesma intensidade, mas também trazendo uma lição de arrependimento e rendição.

Fique com a música tema do filme Once Upon a Dream Lana Del Rey





sábado, 3 de maio de 2014

A cultura da depressão




Já parou para pensar que parece que a sociedade está pronta? Vivemos na era dos padrões e já temos o modelo de sucesso perfeito: cresça, sofra, apaixone-se, sofra de novo, trabalhe, lute, sofra mais ainda, conquiste um grande emprego, case-se e vença. Quando não encontramos sentido nisso tudo estamos condenados ao fracasso, a tristeza profunda.

Mas o que isso tem haver com arte? Bem, a arte é um reflexo da realidade. É uma forma de contar de um jeito mais interessante e emocional uma história sendo fictícia ou real. A questão é que tudo ficou tão padronizado que acabou refletindo em filmes, livros e músicas.

A emoção simplesmente se tornou um produto e a depressão rentável. De repente, vejo pessoas lendo desesperadamente os livros do momento, chorando trancadas em seu quarto à espera de um grande acontecimento em suas vidas. Ouço músicas em que os amantes infortunados iriam até o fim do mundo, dariam o céu e o mar para ter seus grandes “amores”. E assisto a filmes que foram feitos com um único intuito, te fazer sentir pior do que você já está.



Depressão virou mais que uma doença, virou um culto, um vício estendendo-se pelas as redes sociais. É comum você ver relacionamentos maravilhosos começarem em um dia, entrarem em crise no outro e serem superados em menos de uma semana. E também é fato que a grande maioria dos trabalhadores estão insatisfeitos com seus empregos. As relações entre amigos e família se tornaram curtas e vazias também. Enfim, a listas de pessoas que não se encaixam a esses tais padrões é longa.


A Escolha

Bem, geralmente selecionamos filmes, músicas e livros conforme o nosso humor. É claro que cada um tem as suas preferências e a minha sugestão é: escolha aleatoriamente. Esses conteúdos provocam sim impacto em nós, principalmente quando nos identificamos com eles mas, associá-los ao nosso estado de humor é besteira. Por isso, leia uma história, ouça uma música ou assista um filme por prazer, segundo o seu gosto.

Absorvendo


Você não precisa ficar triste o dia todo depois de assistir a um filme depressivo. Ou vice-versa. Tudo bem que durante a leitura ou durante alguma parte da música é normal se emocionar, mas quando você desliga o rádio ou fecha livro. Acabou. O encanto, a história só deve estar presente no momento em que é executada. Trazer isso para sua vida é burrice. Você não é americano (a), não é um vampiro (a) e talvez nem esteja apaixonado (a). Mas a mídia tenta colocar no seu cérebro que você precisa ser tudo isso senão eles não vendem. 



Faça perguntas desse tipo: “O que eu posso tirar de bom nessa história?”, “O que eu levarei para minha vida?” , “Eu concordo com tudo que essa música diz?”


É isso ae pessoal o bom mesmo é viver nossas vidas e escrever nossas próprias histórias. 
Até mais...