Sobre ser especialista na própria filha
Antes de assistir aos vídeos... A trajetória compartilhada por Monica Cadorin nos convida a uma reflexão muito mais ampla do que o universo da maternidade atípica: ela trata do modo como construímos nossa identidade, nossas escolhas e a leveza possível em meio às exigências do cotidiano. Vivemos em uma época que hiper-terapeutizou a vida. Diante de qualquer atipicidade ou desafio de desenvolvimento, a resposta imediata tende a ser a busca por uma comitiva de especialistas. Monica lembra que médicos e terapeutas dominam a patologia, a biomecânica e o diagnóstico, mas quem domina o código de linguagem e a sensibilidade do dia a dia é a família. O perigo de virar "gestor de terapias": Quando a rotina familiar se reduz a uma agenda lotada de compromissos médicos, o filho deixa de ser visto como uma criança em sua totalidade para virar um "conjunto de metas clínicas". Assumir-se especialista na própria filha significa respeitar os limites do cansaço dela, priorizar a pa...