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Precisamos cultivar mais feijões - parte 2: O poder do cuidado feminino

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Este artigo não é apenas uma homenagem ao Dia Internacional Das Mulheres , é a constatação da necessidade da essência feminina no mundo. Através de estudos científicos a respeito de características biológicas, as espécies fêmeas na natureza costumam ter características primárias de cuidar, nutrir e proteger. Quando se trata da espécie humana, essas características se afloram também, lembrando que não é regra, é o mais comum. A questão que nos diferencia também são questões sociológicas e psicológicas. Pois, elas ditam nosso estilo de vida. Sendo assim, muitas mulheres decidiram não seguir fundamentos sociais pré-estabelecidos, optando por outro estilo de vida diferente do que a maioria faz, como por exemplo: a decisão de ser mãe solo. Outra questão importante é a imposição das circunstâncias forçando a uma adaptação à sobrevivência por conta da ausência de presença paterna. Ou seja, as possibilidades e vivências se diversificaram. O que podemos aprender com as mulheres da ficção? No fi...

Nós precisamos cultivar mais feijões: A Luta Contra a Violência Juvenil Contemporânea - Parte 1

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Muitas professoras da fase introdutória de ensino pedem para seus alunos cuidarem de grãos de feijão em copos descartáveis. Este ato parece ser uma prática de estímulo para a preservação do meio ambiente – que é importante e necessário – mas ele treina as crianças e jovens a zelar por algo. Esta prática que, muitas vezes, deixada de lado ajuda a desenvolver o senso de cuidado e empatia. O caso de violência coletiva o cãozinho comunitário Orelha e a morte do jovem Rodrigo Castanheira após uma briga banal mostra como a violência tende a voltar ser banal se esses valores não são bem trabalhados na infância. Ao longo das décadas de 80 e 90 a violência da era motivada pela escassez e domínio de território. Nesse período, a violência era mais brutal, mas geralmente possuía uma “lógica de causa e efeito" dentro do contexto social. Grandes conflitos agrários, o nascimento das facções criminosas nas periferias e o crime patrimonial (roubo para ganho financeiro). Era uma violência por sobre...

O Bloco do Edredom: Alternativas para Quem Não Quer Pular Carnaval

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Enquanto as ruas são tomadas pelo som dos apitos, pelo suor coletivo e por aquela dificuldade de guerra necessária para atravessar um simples quarteirão, existe uma resistência silenciosa e crescendo entre as quatro paredes de casa. Se a sua ideia de "folia" envolve o brilho da tela da TV, parabéns! Você acaba de ser coroado mestre-sala do Bloco do Edredom. A ideia não é criticar que vai para a folia, nos posts passado  –  link no final deste artigo – abordamos como sobreviver em meio à folia para quem gosta de sair. A intenção é levar autocuidado para onde você esteja.  Primeiro de tudo, é preciso coragem para ignorar a pressão social dos grupos de WhatsApp e assumir que a sua "vibe" de hoje é o silêncio.  Para que o seu retiro doméstico seja um sucesso, o planejamento começa na preparação do ambiente e na logística dos suprimentos. O primeiro passo é garantir um estoque estratégico: abasteça a despensa com alimentos práticos, frutas picadas e bebidas de sua prefer...

Caramelo e Orelha: Os Desafios dos Protetores Animais em Meio à Realidade que Adoece e Mata

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[Post extra] Para além das telas, o filme levanta um debate urgente sobre a causa animal. O vira-lata caramelo, transformado em herói global, é o mesmo que muitas vezes ignoramos nas calçadas. A transição do "hype" para a prática exige ações triviais, mas transformadoras: a adoção consciente, o apoio aos protetores locais que operam milagres com pouco recurso e o entendimento de que castrar é um ato de amor e saúde pública. ⚠️ ALERTA DE SPOILER: Se você ainda não assistiu ao final do filme, pare por aqui! A Realidade Nua e Crua: O que o filme revela sobre o "Corre" dos Protetores Enquanto a relação entre Pedro e Amendoim nos entrega o lado poético, a sessão spoiler de Caramelo é onde o filme realmente "puxa o tapete" do espectador para mostrar o lado invisível da causa animal no Brasil. O filme não mascara o cansaço; ele o utiliza como narrativa. Uma das cenas mais impactantes (e tristes) mostra o abrigo superlotado e o desespero de quem está na linha de f...

Como sobreviver ao Carnaval: Entre a euforia do bloco e a calma do ser

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No post anterior, questionamos por que nos sentimos obrigados a esconder a nossa "bad" sob camadas de glitter, mas hoje o papo é prático. Como navegar por esses dias sem naufragar na exaustão? Dando continuidade à nossa reflexão sobre o "Bloco do Tudo Bem", precisamos encarar uma realidade: o Carnaval não é apenas um evento no calendário, mas uma experiência sensorial e emocional avassaladora. Sobreviver ao Carnaval não significa, necessariamente, trancar-se em casa fugindo da folia, mas sim aprender a calibrar a nossa presença para que a festa seja um complemento da nossa alegria, e não o roubo dela. Para quem está se sentindo bem, em um momento de "maré alta" emocional, o perigo mora no excesso. A euforia é uma energia contagiante, mas ela pode ser traiçoeira, agindo como um anestésico que nos impede de sentir o cansaço físico e o esgotamento mental chegando. Praticar o "estar bem sem exagerar" é um exercício de autodomínio.  Em tempo de fotos ...

🎭 O Bloco do "Tudo Bem" - Por que tiramos a máscara da tristeza no Carnaval?

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Em Setembro de 2025 no Coisas Triviais falamos muito por aqui sobre como é importante sentir a tristeza para que possamos dar o próximo passo. Mas aí chega fevereiro, o calendário marca "Carnaval", e parece que o mundo emite um decreto silencioso:  Fonte da imagem: https://centralpsicologia.com.br/psicologos/DELETADO-20241222192523/artigo/carnaval-nao-tao-feliz " É proibido estar triste nesses dias ". O Carnaval, com todo o seu brilho, às vezes carrega uma dose pesada de positividade tóxica. É a pressão para estar eufórico, para amar a multidão, para beijar bocas e para postar a foto perfeita com a legenda " Melhor época do ano ". Mas e se você não estiver sentindo isso? E se, por baixo da fantasia, houver cansaço, angústia ou simplesmente uma vontade de ficar quieto? 🎶 "Muita Bad pra Pouca Idade" Lembra quando falamos dessa música? A cantora Mariah Nala tem uma música que resume perfeitamente esse sentimento: "Muita Bad pra Pouca Idade...