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Catarse: A Jornada de Purificação de Daniela Araújo - Parte 1

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Falar sobre vulnerabilidades é algo muito difícil e delicado. Em tempos de vidas instragramáveis, apatia generalizada, crise ética e financeira fica penoso encontrar um lugar onde possamos depositar nossas angústias. Neste artigo, falaremos sobre Catarse: Lado A, de Daniela Araújo. Nestes álbuns, lado A e lado B, acompanhamos o processo de cura espiritual dela. Nesse ponto, a fé tem o seu grande poder de curar e sustentar. Falamos sobre esse tema na live com a Psicóloga Juliana Santos(link no final do artigo), que independente de sua religião, acreditar em algo sagrado, que transcende nossa realidade faz muito bem para a nossa saúde emocional. Mas antes.... O que é Catarse? O termo “catarse” vem do grego katharsis, que significa purificação ou limpeza. Catarse na Grécia Antiga Na filosofia de Aristóteles, a catarse era entendida como a purificação das emoções que acontecia quando o público assistia às tragédias gregas. Ao ver personagens viverem dramas profundos, os espectadores experi...

A Coragem de Ser Imperfeito: Principais Lições Sobre Abraçar as Nossas Vulnerabilidades

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A história de Brené Brown não começa com o glamour de um best-seller, mas com um colapso. Assistente social, pesquisadora e professora doutora na Universidade de Houston, Brené dedicou anos do início de sua carreira acadêmica a estudar conexões humanas, vulnerabilidade e vergonha. A premissa original da sua pesquisa parecia simples e segura: ela queria catalogar comportamentos humanos para aprender a se "proteger" das dores e incertezas da vida. No entanto, por volta de 2007, ao analisar centenas de entrevistas minuciosas sobre empatia e pertencimento, os dados revelaram uma verdade desconfortável que sua própria mente relutava em aceitar. O Ponto de Virada: A Quebra das Defesas A pesquisa de Brené dividiu as pessoas em dois grupos claros: Aquelas com um forte senso de amor e pertencimento: Pessoas que verdadeiramente se sentiam merecedoras de afeto e viviam com plenitude. Aquelas que viviam em constante luta por validação: Pessoas assombradas pelo medo crônico de não serem ...

Para o Setembro Amarelo, nem apáticos e nem altruístas demais...

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Fonte: Aventuras na História  Já falamos aqui um pouco sobre a cultura coreana. O quanto aquela sociedade valoriza o bem estar coletivo. Muitos países da Ásia são estruturados pelo Confucismo, uma filosofia de vida que visa o bem estar coletivo. No entanto, mesmo tendo fama serem extremamente educados e cuidadosos, não quer dizer que na Coreia do Sul as pessoas não estão passando por crises econômicas e emocionais. Na realidade, existe um grande problema que já faz algum tempo que tomou conta desses cidadãos: o altruísmo adoecedor. A Coreia do Sul mantém a maior taxa de desistência da vida entre os países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), registrando aproximadamente de 26 a 28 mortes por 100.000 habitantes (mais que o dobro da média da OCDE). Essa continua sendo a principal causa da perda de jovens entre 9 a 24 anos.  Cerca de 10% a 20% dos sul-coreanos com diagnóstico de depressão ou transtornos mentais buscam auxílio médico.  Levantame...

O Estresse Financeiro de quem Precisa se Refazer

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Fonte: Querido Jeito Nomadland é um filme extremamente real e global. No artigo passado, refletimos sobre a busca pela vitória no jogo de tudo ou nada em “À Procura da Felicidade”. Neste, vamos refletir sobre quando perdemos tudo não por imprudência e desinformação como em “Até que a sorte nos separe”, mas por circustâncias que não temos controle. Após o colapso econômico de uma cidade na zona rural de Nevada, nos Estados Unidos,em 2011 Fern (Frances McDormand), uma mulher de 60 anos, viúva, vende a maior parte de seus pertences e compra uma van para morar e viajar pelo país em busca de trabalho.  Existem várias questões importantes que são trabalhadas neste filme. Fern está sozinha e precisa o tempo todo tomar decisões práticas. Percebe-se que ela vive de forma solitária e ainda sente a dor da perda de seu marido. O luto aqui não envolve além da perda do marido, a perda do seu estilo de vida, rotina, bens e fonte de renda. Sentimos a dor dela pelo olhar distante, pelos silêncios, ...

No Meio da Crise Financeira Onde Estará a Felicidade?

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 No nosso segundo artigo, vamos falar sobre a resiliência retratada no filme "À Procura da Felicidade". Uma narrativa que nos apresenta duas faces opostas: a conquista e a exaustão. Fonte:Uol A Conquista e a Exaustão O protagonista se joga de corpo e alma no setor de vendas de um mercado extremamente competitivo, sem recursos financeiros e amparado apenas pelo apoio do filho. São longas jornadas de trabalho, saúde deixada de lado e imprevistos diários enfrentados sem qualquer rede de apoio. Se por um lado Christopher Gardner, interpretado brilhantemente por Will Smith, inspira pela sua bravura, por outro corremos o risco de romantizar o desgaste absoluto. Em vários momentos, vemos o personagem à beira do colapso e, logo em seguida, "juntando os cacos" para oferecer o mínimo de conforto ao filho. O filme tem o mérito de evidenciar as barreiras enfrentadas pela população negra nos Estados Unidos, mostrando como a ascensão social é estruturalmente mais complexa. Em 202...

Muito Além da Sorte para Lidar com o Estresse Financeiro

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No nosso primeiro artigo, vamos falar sobre um assunto que ainda persiste nas pautas deste ano: o estresse financeiro. Como pano de fundo, pegaremos alguns filmes que retratam bem a realidade de uma crise e como podemos nos reinventar a partir dela. Faz parte da realidade de muitos brasileiros (inclusive da minha) fazer sacrifícios para conquistar objetivos. Muitas vezes, uma forma de negar a própria realidade é rindo da pobreza do outro. E, quando se conquista uma grande quantia, corre-se o risco de definir a própria segurança e equilíbrio apenas pelo valor na conta bancária. No filme de humor "Até que a sorte nos separe", essa realidade é muito bem retratada. Após ganhar na Mega-Sena, Tino gasta dinheiro como se fosse infinito. Além disso, quando questionado pelos sócios sobre sua ausência na administração da academia, ele justifica que, por ter entrado com o capital, não tem a obrigação de contribui com nada mais. Com isso, ele entrega sua parte como se não precisasse mais...

Sobre ser especialista na própria filha

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Antes de assistir aos vídeos... A trajetória compartilhada por Monica Cadorin nos  convida a uma reflexão muito mais ampla do que o universo da maternidade atípica: ela trata do modo como construímos nossa identidade, nossas escolhas e a leveza possível em meio às exigências do cotidiano. Vivemos em uma época que hiper-terapeutizou a vida. Diante de qualquer atipicidade ou desafio de desenvolvimento, a resposta imediata tende a ser a busca por uma comitiva de especialistas. Monica lembra que médicos e terapeutas dominam a patologia, a biomecânica e o diagnóstico, mas quem domina o código de linguagem e a sensibilidade do dia a dia é a família. O perigo de virar "gestor de terapias": Quando a rotina familiar se reduz a uma agenda lotada de compromissos médicos, o filho deixa de ser visto como uma criança em sua totalidade para virar um "conjunto de metas clínicas". Assumir-se especialista na própria filha significa respeitar os limites do cansaço dela, priorizar a pa...