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A Maternidade que Reside em Nós

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Já falamos aqui no blog sobre gestos de gentileza, falamos também sobre como a essência feminina do cuidar e do nutrir pode nos ajudar a ser mais humanos (deixarei os links no final do artigo). O mês das mães nos convida a revisitar nossa infância, afinal foi onde recebemos o nosso primeiro cuidado, dentro do útero. A intenção aqui não é romantizar o assunto e dizer que a maternidade é perfeita e imaculada. Talvez, o único gesto bom para você que a sua genitora fez foi ter te concedido vida. Eu sinto muito por isso. Penso que todos deveriam receber amor logo nos primeiros momentos de existência. Pode ser que esta dor tenha tornado a sua vida sem muito sentido, ou você tenha tido que desenvolver um fortalecimento extra. A história da minha mãe é uma grande inspiração de amor para mim. Após o falecimento da minha avó biológica tão precoce, ela foi acolhida por um casal de idosos (meus avós do coração) que ofereceram muito amor. A partir deste amor, ela ajudou muitas pessoas e espalhou mu...

Nós precisamos cultivar mais feijões: alternativas para reverter a dessensibilização

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“Que mundo estranho que avança na tecnologia e retrocede no pensamento e violência, quanto mais sábia se torna a humanidade,mais cruel ela fica... Nos resta, refletir!” Si Coutinho Abri o artigo final com a reflexão de Si Coutinho e confesso que esta passagem me chamou  a atenção: “quanto mais sábia se torna  a humanidade, mais cruel ela fica...”  Nos artigos anteriores falei sobre o ato de cultivar feijões, disse que ele vai além de um recurso pedagógico. Muitas correntes teóricas defendem que, na maioria das vezes, nossa personalidade é moldada por estímulos exteriores. Ao cuidar de feijões, lá na infância nós exercitamos o zelo, a paciência de acompanhar processos e a responsabilidade. Ali é plantada uma ideia. Certa vez minha vó me disse: “Quer saber se alguém está pronto para casar? Dê uma roseira para a pessoa cuidar” Eu associei a essa frase da minha avó porque a roseira exige mais cuidados. Não daria certo deixá-la com crianças por conta de seus espinhos e exigênc...

Nós Precisamos cultivar mais feijões - parte 2: O poder do cuidado feminino

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Este artigo não é apenas uma homenagem ao Dia Internacional Das Mulheres , é a constatação da necessidade da essência feminina no mundo. Através de estudos científicos a respeito de características biológicas, as espécies fêmeas na natureza costumam ter características primárias de cuidar, nutrir e proteger. Quando se trata da espécie humana, essas características se afloram também, lembrando que não é regra, é o mais comum. A questão que nos diferencia também são questões sociológicas e psicológicas. Pois, elas ditam nosso estilo de vida. Sendo assim, muitas mulheres decidiram não seguir fundamentos sociais pré-estabelecidos, optando por outro estilo de vida diferente do que a maioria faz, como por exemplo: a decisão de ser mãe solo. Outra questão importante é a imposição das circunstâncias forçando a uma adaptação à sobrevivência por conta da ausência de presença paterna. Ou seja, as possibilidades e vivências se diversificaram. O que podemos aprender com as mulheres da ficção? No fi...

Nós precisamos cultivar mais feijões: A Luta Contra a Violência Juvenil Contemporânea - Parte 1

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Muitas professoras da fase introdutória de ensino pedem para seus alunos cuidarem de grãos de feijão em copos descartáveis. Este ato parece ser uma prática de estímulo para a preservação do meio ambiente – que é importante e necessário – mas ele treina as crianças e jovens a zelar por algo. Esta prática que, muitas vezes, deixada de lado ajuda a desenvolver o senso de cuidado e empatia. O caso de violência coletiva o cãozinho comunitário Orelha e a morte do jovem Rodrigo Castanheira após uma briga banal mostra como a violência tende a voltar ser banal se esses valores não são bem trabalhados na infância. Ao longo das décadas de 80 e 90 a violência da era motivada pela escassez e domínio de território. Nesse período, a violência era mais brutal, mas geralmente possuía uma “lógica de causa e efeito" dentro do contexto social. Grandes conflitos agrários, o nascimento das facções criminosas nas periferias e o crime patrimonial (roubo para ganho financeiro). Era uma violência por sobre...

O Bloco do Edredom: Alternativas para Quem Não Quer Pular Carnaval

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Enquanto as ruas são tomadas pelo som dos apitos, pelo suor coletivo e por aquela dificuldade de guerra necessária para atravessar um simples quarteirão, existe uma resistência silenciosa e crescendo entre as quatro paredes de casa. Se a sua ideia de "folia" envolve o brilho da tela da TV, parabéns! Você acaba de ser coroado mestre-sala do Bloco do Edredom. A ideia não é criticar que vai para a folia, nos posts passado  –  link no final deste artigo – abordamos como sobreviver em meio à folia para quem gosta de sair. A intenção é levar autocuidado para onde você esteja.  Primeiro de tudo, é preciso coragem para ignorar a pressão social dos grupos de WhatsApp e assumir que a sua "vibe" de hoje é o silêncio.  Para que o seu retiro doméstico seja um sucesso, o planejamento começa na preparação do ambiente e na logística dos suprimentos. O primeiro passo é garantir um estoque estratégico: abasteça a despensa com alimentos práticos, frutas picadas e bebidas de sua prefer...

Caramelo e Orelha: Os Desafios dos Protetores Animais em Meio à Realidade que Adoece e Mata

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[Post extra] Para além das telas, o filme levanta um debate urgente sobre a causa animal. O vira-lata caramelo, transformado em herói global, é o mesmo que muitas vezes ignoramos nas calçadas. A transição do "hype" para a prática exige ações triviais, mas transformadoras: a adoção consciente, o apoio aos protetores locais que operam milagres com pouco recurso e o entendimento de que castrar é um ato de amor e saúde pública. ⚠️ ALERTA DE SPOILER: Se você ainda não assistiu ao final do filme, pare por aqui! A Realidade Nua e Crua: O que o filme revela sobre o "Corre" dos Protetores Enquanto a relação entre Pedro e Amendoim nos entrega o lado poético, a sessão spoiler de Caramelo é onde o filme realmente "puxa o tapete" do espectador para mostrar o lado invisível da causa animal no Brasil. O filme não mascara o cansaço; ele o utiliza como narrativa. Uma das cenas mais impactantes (e tristes) mostra o abrigo superlotado e o desespero de quem está na linha de f...